Ir para o conteúdo
Menu
Explorar Exames
Saúde Intestinal
Saúde Sexual
Genética
Sobre
Resultado
Blog › Exame de sangue para Alzheimer: como ...
Alzheimer

Exame de sangue para Alzheimer: como comparar Memora e PrecivityAD2

10 Jun 2026 6 min de leitura
Exame de sangue para Alzheimer: como comparar Memora e PrecivityAD2
Resposta rápida

Hoje existe mais de um exame de sangue para Alzheimer disponível no Brasil. Dois deles são o Memora (linha do laboratório DB, oferecida pela Vinci) e o PrecivityAD2 (desenvolvido pela C₂N Diagnostics, nos EUA, e trazido ao país pelo Grupo Fleury). Ambos medem, no plasma, biomarcadores da Doença de Alzheimer — sobretudo a razão beta-amiloide 42/40 e a proteína Tau 217 fosforilada (p-tau217).

As principais diferenças estão na metodologia (quimioluminescência vs. espectrometria de massa), nos biomarcadores (o Memora Ampliado inclui o NfL, marcador de neurodegeneração), no local de processamento (nacional vs. EUA), no registro regulatório e na forma de entregar o resultado. Nenhum deles diagnostica Alzheimer sozinho — são exames de apoio, sempre interpretados por um médico.

Existe mais de um exame de sangue para Alzheimer no Brasil?

Sim. Nos últimos anos, os biomarcadores plasmáticos deixaram de ser ferramenta apenas de pesquisa e passaram a chegar à prática clínica. Revisões científicas recentes descrevem essa transição como uma mudança importante na forma de investigar a Doença de Alzheimer, por oferecer uma alternativa menos invasiva que a punção lombar (líquor) e menos cara que o PET amiloide. Neste artigo, comparamos dois exames disponíveis no país: o Memora e o PrecivityAD2.

Hansson O. Nat Med. 2021;27(6):954–963 · DOI  |  Teunissen CE, et al. Lancet Neurol. 2022;21(1):66–77 · DOI

Como esses exames funcionam?

Os dois partem do mesmo princípio: medir, no sangue, proteínas que refletem as alterações cerebrais do Alzheimer — o acúmulo de placas de beta-amiloide e a patologia da proteína Tau. A literatura mostra que a razão Aβ42/Aβ40 reflete a presença de depósitos amiloides e que a p-tau217 é, entre os marcadores de Tau, o de maior acurácia, com forte concordância com o PET amiloide e o líquor.

Palmqvist S, et al. JAMA. 2020;324(8):772–781 · DOI  |  Schindler SE, et al. Neurology. 2019;93(17):e1647–e1659 · DOI

Comparativo: Memora × PrecivityAD2

Característica Memora (Vinci / DB) PrecivityAD2 (Fleury / C₂N)
Metodologia Quimioluminescência (imunoensaio) Espectrometria de massa (LC-MS)
Biomarcadores Aβ42/Aβ40 + p-tau217 (+ NfL no Ampliado) Aβ42/Aβ40 + %p-tau217 (p-tau217/np-tau217)
Marcador de neurodegeneração (NfL) Sim, no perfil Ampliado Não
Como o resultado é entregue Marcadores individuais, com faixas de referência Escore único de probabilidade amiloide (APS2)
Perfis disponíveis Essencial e Ampliado Produto único
Registro regulatório Kits aprovados pela ANVISA Teste desenvolvido em laboratório (LDT)
Processamento Nacional (Brasil) Tecnologia C₂N (EUA)
Correlação com PET amiloide 93% ~88%

⚠️ Os percentuais de correlação com o PET vêm de validações diferentes, com metodologias e populações distintas — não são uma comparação direta entre os dois exames. Ambos relatam alta concordância com o PET amiloide. A correlação do PrecivityAD2 (~88% / AUC 0,94) é da validação clínica da C₂N.

Meyer MR, et al. Clinical validation of the PrecivityAD2 blood test. Alzheimers Dement. 2024 · DOI

Quimioluminescência vs. espectrometria de massa

O Memora usa quimioluminescência, um imunoensaio automatizado amplamente empregado em laboratórios clínicos. O PrecivityAD2 usa espectrometria de massa (imunoprecipitação seguida de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas), técnica de alta especificidade que quantifica os peptídeos diretamente. São abordagens analíticas diferentes, ambas validadas para medir esses biomarcadores no plasma — a escolha não se resume à tecnologia, mas ao conjunto: registro, processamento, marcadores e formato do resultado.

A diferença dos biomarcadores: o papel do NfL

Os dois exames medem Aβ42/Aβ40 e p-tau217 — os marcadores centrais para apoiar o diagnóstico de Alzheimer. O diferencial do Memora Ampliado é incluir também o Neurofilamento de Cadeia Leve (NfL), um biomarcador de neurodegeneração que reflete dano aos neurônios independentemente da causa. O NfL agrega informação sobre progressão e ajuda na diferenciação entre demências — algo que o PrecivityAD2, focado na probabilidade amiloide, não cobre.

Ashton NJ, et al. Nat Commun. 2021;12(1):3400 · DOI

Resultado: marcadores individuais ou escore único?

Há uma diferença prática na entrega: o PrecivityAD2 combina os marcadores em um escore único de probabilidade amiloide (APS2). O Memora reporta os marcadores individualmente, com faixas de referência (negativo / indeterminado / positivo para p-tau217; baixo / alto risco para a razão Aβ42/Aβ40; e, no Ampliado, o valor de NfL). Não existe formato universalmente "melhor" — o que importa é a interpretação médica do conjunto no contexto clínico.

Processamento e registro regulatório

O Memora é realizado com kits aprovados pela ANVISA e processamento nacional. O PrecivityAD2 é um teste desenvolvido em laboratório (LDT) da C₂N Diagnostics, com a tecnologia processada nos EUA. Para muitos pacientes e médicos no Brasil, registro local e processamento nacional são fatores relevantes de logística e rastreabilidade — mas, novamente, a decisão deve considerar o caso clínico e a orientação do médico.

Afinal, qual exame escolher?

Não há uma resposta única. Ambos são ferramentas de apoio — nenhum diagnostica Alzheimer isoladamente, e um resultado deve sempre ser interpretado por um médico junto a histórico, avaliação cognitiva e, quando necessário, exames de imagem. A escolha depende da pergunta clínica: se o objetivo inclui avaliar progressão e neurodegeneração, o NfL do Memora Ampliado agrega; se a pergunta é restrita à probabilidade de patologia amiloide, ambos respondem. O contexto ganhou urgência com as terapias anti-amiloide, que exigem confirmação de patologia amiloide antes do tratamento.

van Dyck CH, et al. N Engl J Med. 2023;388(1):9–21 · DOI  |  Sims JR, et al. JAMA. 2023;330(6):512–527 · DOI

O que a Vinci oferece

Na Vinci, o exame de sangue para Alzheimer é a linha Memora, em dois perfis, por quimioluminescência e com kits aprovados pela ANVISA, processamento nacional, coleta na unidade Vinci (Higienópolis, São Paulo) e consulta médica inclusa para interpretação — sem necessidade de pedido médico.

  • Memora Essencial — Aβ42/Aβ40 + p-tau217. Apoio ao diagnóstico de Alzheimer.
  • Memora Ampliado — Aβ42/Aβ40 + p-tau217 + NfL. Apoio ao diagnóstico e à avaliação da progressão e da neurodegeneração.

Exame de sangue para Alzheimer na Vinci

Linha Memora (Essencial e Ampliado), com base científica e consulta médica inclusa.

Perguntas frequentes

Memora e PrecivityAD2 medem a mesma coisa?

Ambos medem a razão Aβ42/Aβ40 e a proteína Tau 217 fosforilada (p-tau217) no plasma. O Memora Ampliado inclui ainda o NfL (marcador de neurodegeneração); o PrecivityAD2 não. As metodologias também diferem: quimioluminescência (Memora) e espectrometria de massa (PrecivityAD2).

Qual é mais preciso?

Não dá para afirmar que um é "mais preciso" que o outro a partir dos dados públicos, porque os percentuais de correlação com o PET vêm de validações diferentes, não de uma comparação direta. Ambos relatam alta concordância com o PET amiloide.

Onde cada exame é processado?

O Memora é processado no Brasil, com kits aprovados pela ANVISA. O PrecivityAD2 utiliza a tecnologia da C₂N Diagnostics, processada nos Estados Unidos.

Algum deles diagnostica Alzheimer sozinho?

Não. Os dois são exames de apoio. O diagnóstico de Alzheimer é clínico e deve ser feito por um médico, integrando os biomarcadores a histórico, avaliação cognitiva e exames de imagem quando necessário.

Preciso de pedido médico para fazer o Memora na Vinci?

Não. A solicitação é viabilizada pela direção técnica da Vinci, e a interpretação é feita na consulta médica inclusa.

Referências científicas

Referências compiladas e verificadas no PubMed.

  1. Hansson O. Biomarkers for neurodegenerative diseases. Nat Med. 2021;27(6):954–963. doi.org/10.1038/s41591-021-01382-x
  2. Teunissen CE, et al. Blood-based biomarkers for Alzheimer's disease: towards clinical implementation. Lancet Neurol. 2022;21(1):66–77. doi.org/10.1016/S1474-4422(21)00361-6
  3. Palmqvist S, et al. Discriminative Accuracy of Plasma Phospho-tau217 for Alzheimer Disease vs Other Neurodegenerative Disorders. JAMA. 2020;324(8):772–781. doi.org/10.1001/jama.2020.12134
  4. Schindler SE, et al. High-precision plasma β-amyloid 42/40 predicts current and future brain amyloidosis. Neurology. 2019;93(17):e1647–e1659. doi.org/10.1212/WNL.0000000000008081
  5. Ashton NJ, et al. A multicentre validation study of the diagnostic value of plasma neurofilament light. Nat Commun. 2021;12(1):3400. doi.org/10.1038/s41467-021-23620-z
  6. Meyer MR, et al. Clinical validation of the PrecivityAD2 blood test combining %p-tau217 and Aβ42/40 ratio to identify brain amyloid. Alzheimers Dement. 2024. doi.org/10.1002/alz.13764
  7. van Dyck CH, et al. Lecanemab in Early Alzheimer's Disease. N Engl J Med. 2023;388(1):9–21. doi.org/10.1056/NEJMoa2212948
  8. Sims JR, et al. Donanemab in Early Symptomatic Alzheimer Disease (TRAILBLAZER-ALZ 2). JAMA. 2023;330(6):512–527. doi.org/10.1001/jama.2023.13239
WhatsApp

Entenda sua saúde com mais precisão

Comece agora. Busque seu exame ou fale com a gente.

WhatsApp
ESC para fechar