Conheça a Vinci Lab: a healthtech brasileira que une autocoleta, genética e medicina de precisão
A medicina de precisão deixou de ser uma promessa distante. Em países como Estados Unidos, Reino Unido e Holanda, milhões de pessoas já fazem exames laboratoriais sofisticados sem sair de casa, com coleta autônoma, análise em laboratórios acreditados e suporte médico digital. No Brasil, esse modelo é incipiente — e é exatamente onde a Vinci Lab se posicionou.
Este artigo conta a história da Vinci: quem são seus fundadores, qual é o modelo de negócio, por que ele é diferente do que existe hoje no Brasil, quais parceiros laboratoriais ele combina, e qual é a base científica que sustenta a autocoleta — com referências aos estudos clínicos que validaram essa abordagem.
A origem da Vinci
O nome Vinci não é casual. É uma homenagem a Leonardo da Vinci, o pensador renascentista que unia arte e ciência em uma única prática — uma referência que dá nome também à filosofia de design da empresa. Inspirado no Codex Leicester de Da Vinci, o grafismo da marca traduz visualmente essa ponte entre rigor científico e desenho cuidadoso da experiência humana.
A Vinci foi concebida para resolver um problema concreto: o brasileiro que quer cuidar da saúde de forma preventiva ainda precisa enfrentar agendamentos, deslocamentos, salas de espera e exames coletados por terceiros — quando, em outras partes do mundo, isso já acontece em casa com qualidade técnica equivalente ou superior.
A proposta é entregar exames coletados no conforto de casa, no momento de escolha do paciente, de forma não invasiva, com análise em laboratórios acreditados e resultados que o usuário consiga compreender — apoiado por orientação médica especializada.
Os fundadores
A Vinci nasce do encontro entre duas trajetórias complementares: uma executiva digital que escalou plataformas de saúde, e um médico patologista com experiência sênior em diagnóstico laboratorial.
Andréa Dolabela — cofundadora
Executiva com 20 anos de experiência em desenvolver e escalar negócios digitais na área da saúde. Formada em Administração pela PUC-MG, com MBA em Marketing pela FGV. Foi Vice-Presidente na Dasa — uma das maiores redes de medicina diagnóstica do Brasil — onde liderou o desenvolvimento e a escala da plataforma de saúde Nav. Sua trajetória combina visão de produto, conhecimento profundo de mercado de saúde e capacidade de execução em larga escala.
Dr. Gustavo Campana — cofundador
Médico patologista clínico com 20 anos de experiência e perfil executivo voltado ao desenvolvimento de novos negócios em diagnóstico. Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (FMSA), com residência médica pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e MBA pela FGV. É Diretor Médico do DB Diagnósticos e foi Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPCML). É o garantidor da qualidade técnico-científica e regulatória da Vinci. Registro CRM/SP 112.181.
Essa combinação — uma executiva com domínio de modelos digitais de saúde e um médico com profunda credencial técnica em diagnóstico — é o que permite à Vinci operar com autoridade clínica e agilidade de healthtech ao mesmo tempo.
Um modelo asset-light, premium e tecnológico
A Vinci opera no que se chama no mercado de modelo asset-light: em vez de construir um único megalaboratório que executa todos os exames, a empresa mantém um laboratório próprio de extração e combina, para cada exame específico, o parceiro laboratorial mais qualificado do mundo para aquela tecnologia.
Esse desenho tem três consequências práticas:
- Qualidade técnica máxima por exame. Cada teste é analisado no laboratório com a maior expertise mundial para aquele método, em vez de em uma operação genérica.
- Capilaridade nacional. A coleta acontece em casa, com kits enviados pelo Brasil inteiro, e a logística é integrada ao laboratório certo automaticamente.
- Suporte médico do início ao fim. Antes da compra, durante a coleta e após o resultado — o paciente tem acesso a orientação clínica.
A escolha do parceiro laboratorial é feita exame por exame, com base em validação clínica, acreditação e protocolo. O resultado é uma operação que combina o cuidado de uma boutique médica com a escala técnica de gigantes globais do diagnóstico.
Parceiros laboratoriais
A Vinci trabalha com três dos maiores grupos diagnósticos do mundo, cada um responsável por categorias específicas do portfólio:
- DB Diagnósticos — o maior laboratório de apoio da América Latina. Responsável por análises clínicas, biologia molecular e genômica de larga escala. Exames como NIPT e Cariótipo, por exemplo, são processados em parceria com o DB.
- Quest Diagnostics — o maior laboratório de apoio do mundo, sediado nos Estados Unidos. Responsável por testes específicos com tecnologia exclusiva, como o exame de rastreio do câncer colorretal por método imunoquímico fecal (FIT InSure®).
- SynLab — o maior laboratório de apoio da Europa, com forte expertise em medicina de precisão e diagnóstico molecular.
- Zwing - laboratório francês especializado em exames laboratoriais para endometriose.
- Precision Diagnostic - exames de saúde intestinal complexos.
- Natera - empresa americana especialista em exames de detecção de DNA circulante, como o Panorama, o teste pré-natal não invasivo mais conhecido no mundo.
- Neogenômica - empresa brasileira referência em sequenciamento de genoma completo.
- BiomeHub - laboratório brasileiro especializada e líder em metagenômica para a avaliação de microbiomas.
- Diagnostic Solutions - laboratório americano especializado em saúde intestinal avançada e responsável pelo exame Gi-Map.
- Precision Analytical - laboratório americano especializado saúde hormonal e responsável pelo exame Dutch Test.
Além da rede de parceiros, a Vinci mantém um laboratório próprio de extração, no qual aplica protocolos exclusivos de preparo de amostras para determinados exames — o que aumenta a sensibilidade e a confiabilidade analítica de testes que demandam técnicas específicas de manipulação pré-analítica.
A análise final dos exames é realizada em laboratórios com selo de acreditação PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos da SBPC/ML) ou CAP (College of American Pathologists) — as duas certificações mais reconhecidas internacionalmente em qualidade laboratorial.
Pesquisa e desenvolvimento no Instituto Dante Pazzanese
Em outubro de 2025, a Vinci Lab celebrou um Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) — uma das Instituições Científicas e Tecnológicas do Estado de São Paulo (ICT-ESP) — e com a Fundação Adib Jatene, sob coordenação do Dr. Kleber Gomes Franchini, Diretor da Divisão de Pesquisa do IDPC. A parceria, com vigência de 5 anos e amparada pela Lei de Inovação (nº 10.973/2004), prevê a instalação de um laboratório de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nas dependências do IDPC, voltado à validação de exames laboratoriais por autocoleta e microamostras, ao desenvolvimento de novos dispositivos médicos de coleta e à construção de uma plataforma digital de bioinformática. É essa estrutura de P&D, em parceria com uma instituição pública de referência nacional em cardiologia, que sustenta os protocolos de extração exclusivos da Vinci no nosso portfólio — alinhando inovação privada à pesquisa translacional e à melhoria do cuidado no SUS.
A ciência da autocoleta
O coração técnico do modelo Vinci é a autocoleta domiciliar: o paciente coleta a própria amostra biológica em casa, usando dispositivos validados, e envia para análise. Para quem está habituado ao modelo tradicional brasileiro, isso pode soar como concessão de qualidade. A literatura científica internacional mostra exatamente o contrário.
Microamostra: a tecnologia central
A coleta de sangue capilar — feita por uma pequena punção no dedo ou no braço, com dispositivos como VAMS (Volumetric Absorptive Microsampling), Mitra, Capitainer, Tasso e HemaXis — substitui a coleta venosa convencional em centenas de testes laboratoriais. Esses dispositivos coletam volumes muito pequenos de sangue (entre 10 e 100 microlitros), em formato seco ou líquido, com volume calibrado para garantir reprodutibilidade analítica.
Estudos publicados em periódicos de referência mostram que essas tecnologias atingem desempenho analítico equivalente — e em alguns parâmetros superior — à coleta venosa tradicional. Em estudo publicado em 2025 sobre monitoramento terapêutico de Everolimus por VAMS e DBS, os autores concluíram que os métodos apresentaram "alta acurácia e precisão em todas as matrizes, sem carryover significativo ou interferência de matriz", validando uma alternativa confiável à coleta convencional em transplantados.
Preferência e aceitação do paciente
Há evidência consistente de que pacientes preferem a autocoleta capilar à coleta venosa convencional. Um estudo conduzido pela Becton Dickinson em parceria com a Babson Diagnostics, publicado em Patient Preference and Adherence (2024), avaliou a experiência de coleta capilar com o sistema BD MiniDraw™ em locais de varejo e encontrou:
- 52% dos participantes preferem fortemente a coleta capilar à venosa.
- 73% classificaram a experiência como "muito positiva".
- 81-83% avaliaram o nível de confiança no processo como "igual ou maior" ao da coleta feita por médico ou em laboratório.
Em outro estudo publicado em Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, com mais de 8.000 voluntários que nunca tinham coletado o próprio sangue, apenas 0,7% das amostras foram coletadas de forma inadequada. Em outras palavras: mais de 99% das pessoas, sem treinamento prévio, conseguiram coletar a própria amostra corretamente.
Outros estudos publicados confirmam que mais de 90% dos usuários acham o uso amigável, mais de 80% preferem a autocoleta em casa à convencional, e mais de 80% relatam dor abaixo de 5 numa escala de 0 a 10 — substancialmente menos do que a coleta venosa tradicional.
Por que isso muda o jogo
Quando o exame deixa de exigir deslocamento, agendamento e jejum em laboratório, ele se torna acessível em outra escala. A adesão cresce. A repetição (rastreios periódicos, monitoramento de drogas, acompanhamento crônico) deixa de ser exceção e vira hábito. A medicina preventiva passa de discurso para prática.
Essa é a tese da Vinci: democratizar o diagnóstico de precisão usando a mesma tecnologia que healthtechs internacionais já provaram — e adaptando ao contexto brasileiro com qualidade laboratorial sem concessões.
Benchmarks internacionais
O modelo da Vinci se inspira em healthtechs que já validaram o segmento em escala global. Três referências são particularmente relevantes para entender onde esse mercado já chegou — e para onde está indo.
Everlywell (Estados Unidos)
Fundada em 2015, a Everlywell é uma das pioneiras do modelo direct-to-consumer (DTC) de exames laboratoriais nos Estados Unidos. Opera com tecnologia de sangue seco (DBS), portfólio de cerca de 28 testes, e parcerias com laboratórios certificados CLIA (equivalente americano ao PALC/CAP). Em 2021, a empresa atingiu valuation de aproximadamente US$ 5 bilhões, com receita anual de cerca de US$ 106 milhões e mais de US$ 325 milhões captados em investimento.
LetsGetChecked (Estados Unidos / Irlanda)
Fundada em 2014, a LetsGetChecked oferece cerca de 27 testes coletados em casa com tecnologia de sangue líquido (microtainer), também em parceria com laboratórios CLIA. Diferentemente da Everlywell, integrou ao modelo consultas médicas virtuais e prescrição de medicamentos — caminho que aproxima o teste laboratorial de uma jornada de cuidado completa. Receita anual em torno de US$ 105 milhões, com US$ 393 milhões captados.
Thriva (Reino Unido)
A Thriva é referência europeia em exames preventivos com autocoleta, com forte foco em design e experiência do usuário. Posicionamento mais aspiracional que o das norte-americanas — uma marca de saúde para o público que historicamente compra em segmentos premium de bem-estar. Inspira boa parte do tom de marca e da estratégia editorial que adotamos na Vinci.
O que diferencia a Vinci
A Vinci não é uma cópia de nenhum desses modelos. A combinação que entrega é específica:
- Credibilidade científica acima da média do segmento. Diretor médico com trajetória em laboratório clínico de larga escala e vice-presidência da SBPCML.
- Curadoria laboratorial premium. Cada exame é analisado no parceiro com a maior expertise mundial para aquele método específico — não em um único laboratório-âncora.
- Portfólio sofisticado. Além de check-ups e hormônios, inclui genética, microbioma, painéis oncológicos e monitoramento terapêutico — categorias raramente disponíveis no modelo DTC brasileiro.
- Suporte médico real. Não é apenas um relatório enviado por email. Há uma equipe clínica acessível para orientação durante toda a jornada.
Onde estamos e para onde vamos
O mercado brasileiro de exames pagos do bolso (out-of-pocket) representa cerca de R$ 3 bilhões/ano, com crescimento estimado de 10% ao ano, segundo dados da Abramed. Em wellness — uma categoria mais ampla que inclui exames preventivos, suplementação e cuidados continuados — o mercado brasileiro é estimado em mais de R$ 350 bilhões, segundo o Global Wellness Institute.
O brasileiro está disposto a investir na própria saúde de forma preventiva. O que faltava era infraestrutura digital, qualidade laboratorial e orientação médica integradas em uma única experiência.
É o que a Vinci está construindo: não vendemos apenas exames — entregamos uma forma nova de acessar a saúde, com segurança técnica, automação inteligente e cuidado humano.
Para conhecer nossos exames disponíveis, visite nosso site. Para falar com nosso time, entre em contato pelo WhatsApp ou visite nossa unidade de coleta em São Paulo, no Higienópolis Medical Center.
Referências
- Pourafshar S, Parikh M, Abdallah B, Al Thubian N, Jacobson JW. An Assessment of Individual Preference for a Novel Capillary Blood Collection System. Patient Preference and Adherence. 2024;18:531–541. DOI: 10.2147/PPA.S437969
- Van Uytfanghe K, Heughebaert L, Stove CP. Self-sampling at home using volumetric absorptive microsampling: coupling analytical evaluation to volunteers' perception in the context of a large scale study. Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. 2021;59(5):e185–e187. Disponível em: degruyterbrill.com
- Recchia G, Cardillo G, Vighi G, et al. Therapeutic Drug Monitoring of Everolimus Using Volumetric Absorptive Microsampling and Quantitative Dried Blood Spot Methods with LC-MS/MS in Adult Solid Organ Transplant Recipients. International Journal of Molecular Sciences. 2025. PMC: PMC12348445
- Veenhof H, Koster RA, Junier LAT, et al. Volumetric absorptive microsampling and dried blood spot microsampling vs. conventional venous sampling for tacrolimus trough concentration monitoring. Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. 2020;58(10):1687–1695. Disponível em: degruyterbrill.com
- Protti M, Mandrioli R, Mercolini L. Tutorial: Volumetric absorptive microsampling (VAMS). Analytica Chimica Acta. Disponível em: sciencedirect.com
- Thangavelu MU, Wouters B, Kindt A, et al. Blood microsampling technologies: innovations and applications in 2022. Analytical Science Advances. 2023;4(5–6):154–180.
- Abramed — Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica. Estudos de mercado de exames laboratoriais no Brasil. Disponível em: abramed.org.br
- Global Wellness Institute. Global Wellness Economy Monitor. Disponível em: globalwellnessinstitute.org
- The Science Advisory Board. DTC Lab Testing Market Research Report. Pesquisa sobre adoção de testes direct-to-consumer.
A Vinci Lab é uma plataforma de diagnóstico de precisão registrada no CNPJ 57.966.747/0001-16. Direção Médica: Dr. Gustavo Aguiar Campana — CRM/SP 112.181. Análises laboratoriais realizadas em parceiros com acreditação PALC e CAP.